A mudança de ano, como li uma vez, é uma invenção genial. Traz consigo aquele espírito de união entre as pessoas, de caridade. Renova as esperanças de todos na possibilidade de um futuro melhor, de um ano de realizações e boas surpresas. Todos fazendo votos de um novo ano com muitas felicidades, uns para os outros. É bonito, sim.
Por outro lado, nesse finzinho, o que eu mais penso é como foi o ano que se passou. Não estou falando de pensar "nossa, passou rápido, né?" mas sim de um análise um tanto mais aprofundada. O famoso "balanço geral de fim de ano". Soa bem clichê, mas devido às minhas manias ... saudosistas - digamos assim - acabei aderindo a essa prática. E, sabe, é muito bom, de certa forma. Eu digo "de certa forma", porque também traz o sério risco de um sentimento de nostalgia (por mais recente que seja), um medo de abandonar esses tempos bons...
Mas como não sou a Sininho, fada do Peter Pan, posso dividir o espaço dessa saudade com o da alegria de olhar pra trás e relembrar dos melhores momentos. Foram tantos...
* E nisso eu vejo ainda mais evidentemente o inestimável valor da Charlie (meu diário). Ela me ajuda a lembrar de TANTA COISA! *
Não deixe de lembrar dos amigos que conheceu nesse ano de 2010. Nem daqueles com quem brigou e fez as pazes. Não deixe de lembrar dos momentos mais felizes, nem dos mais tristes, nem dos mais engraçados, nem dos mais estressantes. Não deixe de recordar os momentos de cansaço, trabalho, estudo e sono... nem dos momentos de festa, música, conversa, etc.
Não se esqueça das piadas sem graça que seus amigos contaram (cof cof), dos comentários inoportunos de outros (cof cof), dos foras que te deram, de todos os episódios que na hora foram tensos mas agora te fazem rir...
Não se esqueça de quando aquele amigo que você não esperava te ajudou numa hora decisiva e difícil, nem de quando você começou a conversar com uma pessoa totalmente repentinamente e sem motivos.
Não se esqueça de quando sorriram pra você. Não esqueça de quando você sorriu pra si mesmo.
E baseado nisso tudo, sonhe com o Novo Ano. Não faça uma escala de horários ou eventos para esses dias, mas SONHE com eles, espere com entusiasmo pelas surpresas que podem surgir no caminho. Não priorize horários, obrigações e prazos, apenas, por um momento, sonhe, fantasie. Hoje há uma preocupação tão grande quanto à criação de cronogramas detalhados, programações diárias previamente organizadas... Tudo parece tão mecanizado, tão pouco humano...
Planeje fazer mais amigos sem querer, planeje visitar as pessoas, planeje ser mais amigável, cumprimentar todos e ouvir-lhes olhando nos seus olhos. Eu diria... Planeje ser espontâneo.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Minhas Pessoas
Sonhei com minhas pessoas essa noite.
Minhas pessoas sorriram para mim quando abri os olhos dos sonhos. (Existem os olhos de sonhar e o os olhos de viver, certo?)
Elas sorriram com os lábios e com as mãos que me abraçaram, uma a uma de maneira especial, todas juntas de forma inesquecível.
Eu sorri de volta, com o coração. Senti-me acomodada mas ao mesmo tempo, meu batimento acelerou. Engraçado!
E lindo. Lindo saber que minhas pessoas estavam ali novamente. Elas sempre estavam.
Era a percepção mais plena de que cada segundo é particularmente único, porque a cada vez que esse episódio acontecia, eu, lisonejada, me surpreendia como se fosse a primeira vez. E a cada dia esperava ansiosamente para que ele viesse a se repetir. Engraçado outra vez: eu já esperava, mas sempre era pega de surpresa!
Aiai... como amo as minhas pessoas!
Minhas pessoas, apesar de nem sempre me deixarem cuidar delas, o fazem para comigo. Tantas vezes não sei o quanto isso pode lhes custar... mas sou sempre grata, indubitavelmente.
Cativantes são pequenos gestos que a mim oferecem. Palavras, minutos, sorrisos e presentes tornam-se tesouros mais valiosos que qualquer baú cheio de ouro no fundo do mar. Cartas e fotografias eternizam esse encanto formidavelmente.
Minhas pessoas me escutam e me leem minunciosamente, esmiuçando cada detalhe, cada suspiro, cada reação. Gosto de fazer isso com elas também. Atenção é alimento indispensável.
Elas em mim depositam confiança e eu mais ainda o faço. Não temo que vejam minhas lágrimas e procuro enxugar as suas.
Também são aquelas pessoas que me dão motivos pra rir risadas de verdade, trazendo descontração quando crises de estresse, cansaço ou nervosismo são iminentes.
São aquelas que lutam ao meu lado, que dividem comigo seus escudos e atacam por mim com suas espadas. São pessoas que dividem meus fardos comigo, me estendem a mão para que me levante quando caio ou para me puxar de volta quando estou sem os pés no chão.
Não nego que às vezes sofro por causa delas, a sua ausência (em diversos sentidos) me fere, assim como pequenos atos que aos seus olhos não têm significado algum, mas que para mim são como facadas... Mas estranho seria se isso não acontecesse.. e até, de certa forma, isso me proporciona crescimento, e à amizade, fortalecimento.
Minhas pessoas sabem como eu sou, reconhecem minha tristeza, sabem como me consolar. Elas também sabem quando estou feliz, sabem quando brinco, sabem brincar, sabem do que gosto... sabem me deixar feliz de verdade!
Entre todas essas coisas, no entanto, o que mais quero que saibam é que as amo imensamente! Não espero que compreendam o quanto, sendo que nem eu mesma o sei, mas que conheçam essa verdade e que lhes seja possível senti-la!
Eu, de todo o meu coração, anseio vê-las felizes e procuro agir de modo que isso se concretize. Tento de todas as formas possíveis demonstrar o quanto me importo com elas, falando explicitamente ou deixando nas entrelinhas das minhas ações.
Desejo que saibam da minha disposição para ajudá-las e da minha inexplicável gratidão a elas e, acima de tudo, Àquele que me concedeu a honra de encontrá-las, conhecê-las e amá-las.
Quero que se lembrem eternamente, mesmo que o tempo nos distancie, mesmo que as circunstâncias não nos favoreçam, que sua marca é inapagável, tamanha a sua profundidade.
Elas me cativaram e me cativam; me encantam, me fazem brilhar os olhos...
...As minhas pessoas...!
Minhas pessoas sorriram para mim quando abri os olhos dos sonhos. (Existem os olhos de sonhar e o os olhos de viver, certo?)
Elas sorriram com os lábios e com as mãos que me abraçaram, uma a uma de maneira especial, todas juntas de forma inesquecível.
Eu sorri de volta, com o coração. Senti-me acomodada mas ao mesmo tempo, meu batimento acelerou. Engraçado!
E lindo. Lindo saber que minhas pessoas estavam ali novamente. Elas sempre estavam.
Era a percepção mais plena de que cada segundo é particularmente único, porque a cada vez que esse episódio acontecia, eu, lisonejada, me surpreendia como se fosse a primeira vez. E a cada dia esperava ansiosamente para que ele viesse a se repetir. Engraçado outra vez: eu já esperava, mas sempre era pega de surpresa!
Aiai... como amo as minhas pessoas!
Minhas pessoas, apesar de nem sempre me deixarem cuidar delas, o fazem para comigo. Tantas vezes não sei o quanto isso pode lhes custar... mas sou sempre grata, indubitavelmente.
Cativantes são pequenos gestos que a mim oferecem. Palavras, minutos, sorrisos e presentes tornam-se tesouros mais valiosos que qualquer baú cheio de ouro no fundo do mar. Cartas e fotografias eternizam esse encanto formidavelmente.
Minhas pessoas me escutam e me leem minunciosamente, esmiuçando cada detalhe, cada suspiro, cada reação. Gosto de fazer isso com elas também. Atenção é alimento indispensável.
Elas em mim depositam confiança e eu mais ainda o faço. Não temo que vejam minhas lágrimas e procuro enxugar as suas.
Também são aquelas pessoas que me dão motivos pra rir risadas de verdade, trazendo descontração quando crises de estresse, cansaço ou nervosismo são iminentes.
São aquelas que lutam ao meu lado, que dividem comigo seus escudos e atacam por mim com suas espadas. São pessoas que dividem meus fardos comigo, me estendem a mão para que me levante quando caio ou para me puxar de volta quando estou sem os pés no chão.
Não nego que às vezes sofro por causa delas, a sua ausência (em diversos sentidos) me fere, assim como pequenos atos que aos seus olhos não têm significado algum, mas que para mim são como facadas... Mas estranho seria se isso não acontecesse.. e até, de certa forma, isso me proporciona crescimento, e à amizade, fortalecimento.
Minhas pessoas sabem como eu sou, reconhecem minha tristeza, sabem como me consolar. Elas também sabem quando estou feliz, sabem quando brinco, sabem brincar, sabem do que gosto... sabem me deixar feliz de verdade!
Entre todas essas coisas, no entanto, o que mais quero que saibam é que as amo imensamente! Não espero que compreendam o quanto, sendo que nem eu mesma o sei, mas que conheçam essa verdade e que lhes seja possível senti-la!
Eu, de todo o meu coração, anseio vê-las felizes e procuro agir de modo que isso se concretize. Tento de todas as formas possíveis demonstrar o quanto me importo com elas, falando explicitamente ou deixando nas entrelinhas das minhas ações.
Desejo que saibam da minha disposição para ajudá-las e da minha inexplicável gratidão a elas e, acima de tudo, Àquele que me concedeu a honra de encontrá-las, conhecê-las e amá-las.
Quero que se lembrem eternamente, mesmo que o tempo nos distancie, mesmo que as circunstâncias não nos favoreçam, que sua marca é inapagável, tamanha a sua profundidade.
Elas me cativaram e me cativam; me encantam, me fazem brilhar os olhos...
...As minhas pessoas...!
sábado, 23 de outubro de 2010
O véu de sete metros
Não me esforcei muito, mas parece que cavoquei bem fundo na terra e encontrei um baú de tesouros nessa tarde.
Lembrei-me de algo que marcou muito a minha infância... Na verdade, eu não tinha esquecido, só não era mais tão nítido...
Eu sempre me recordei de ouvir meu avô cantando pra mim, quando eu tinha por volta dos meus 3 anos, uma musiquinha exatamente assim: "Quem quer casar com a Senhora Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?"
Nunca me esqueci de que havia um rato que caíra na panela de feijão também...
Mas... não conseguia entender qual era o sentido dessas lembranças...
Pra ser sincera, ainda não consegui... mas encontrei uma coisa preciosíssima!
Descobri de onde vinham essas lembranças sobre uma baratinha e um rato e uma panela de feijão.
E descobri também porque, logo no comecinho da minha infância, eu secretamente queria me casar usando um véu de sete metros.
É. É isso mesmo. Era segredo, mas agora vocês também sabem... E se quiserem saber o motivo, assistam:
Lembrei-me de algo que marcou muito a minha infância... Na verdade, eu não tinha esquecido, só não era mais tão nítido...
Eu sempre me recordei de ouvir meu avô cantando pra mim, quando eu tinha por volta dos meus 3 anos, uma musiquinha exatamente assim: "Quem quer casar com a Senhora Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?"
Nunca me esqueci de que havia um rato que caíra na panela de feijão também...
Mas... não conseguia entender qual era o sentido dessas lembranças...
Pra ser sincera, ainda não consegui... mas encontrei uma coisa preciosíssima!
Descobri de onde vinham essas lembranças sobre uma baratinha e um rato e uma panela de feijão.
E descobri também porque, logo no comecinho da minha infância, eu secretamente queria me casar usando um véu de sete metros.
É. É isso mesmo. Era segredo, mas agora vocês também sabem... E se quiserem saber o motivo, assistam:
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Eu e os trens outra vez.

Há alguns dias fui visitar a estação e o museu ferroviário da minha cidade. Simples, pequenos, nada como uma cidade interiorana com um único shopping (até agora, né?). E como me deliciei!
Não resisti e tirei umas (milhares, segundo a S) fotos por lá. Mas, poxa, era impossível não fazê-lo e, tenho certeza, você concordaria se fosse eu. (Ah, jura???!!)(Sério, meeu!)(Poxa, GRANDE revelação!)
Sei que, me intrometendo com meus átomos do século XXI (calma, eu sei que não é assim que funciona, mas vamos lá, isso é um texto de blog e não um doutorado em Química) e meu celular um tanto moderno, de certa forma, pequei contra o espírito de coisa-antiga que pairava naquele ar fresco, o ar que na minha cabeça era empoeirado e tinha aquele efeito sépia. Mas o encanto era grande a ponto de custar caro manter-me tangenciando tudo aquilo apenas com os olhos. Eu precisava sonhar mais do que com a cabeça e o coração; queria abusar do tato, já que naquela hora isso me era permitido.
Ah, eu o fiz. Entrei em cada vagão, toquei nas paredes, sentei em todos os bancos. Admirando os desenhos talhados na madeira, vendo com os dedos todo o trabalho dedicado naquela construção, senti a manifestação dos "olhos brilhantes" (vou usar sempre essa expressão, ok, minha querida E?). Fascinante imaginar os viajantes de primeira classe almoçando dentro dos vagões; praticamente pude ouvir o som dos mil talheres encontrando a porcelana dos pratos. Imaginei homens de bigodes com seus chapéus e maletas de couro marrom, homens de negócios. Imaginei meninos com boinas e meias até os joelhos. Mulheres e meninas com vestidos cheios de rendas e babados, cabelos encaracolados como os de bonecas.
Trens me lembram uma época mais antiga, os posiciono sempre naquele cenário em que eles geralmente são colocados nos filmes, sabe? Lembram-me preto e branco; lembram-me pérolas e chapéus com penas. Não me pergunte o porquê.
Quaisquer lembranças desse passado que não pude presenciar são incríveis para mim, pois sei que jamais terei a oportunidade de vivê-lo. O futuro, ah o futuro ainda me espera. Mas o passado não volta e o mistério que ele cria em mim me incomoda muito ao mesmo tempo em que me emociona.
Cartas amareladas, músicas típicas antigas (daquelas em cujas gravações é possível ouvir uns estalos vez ou outra), fotos desbotadas, roupas,... quaisquer vestígios desse tempo me fazem viajar e encontrar na minha imaginação coisas bonitas como enredos de histórias de amor bem românticas.
Vi um telefone muito antigo, bem diferente, mas BEEEEM diferente MESMO do que o que temos hoje, vi máquinas de escrever, máquinas de calcular (que não haviam sido batizadas de calculadoras ainda), máquinas pra digitar em código morse. Vi vários relógios enormes bem velhos, vi uma escrivaninha deslumbrante, cheia de pequenas gavetas.
Mas mais do que isso, algo que não posso exprimir em palavras me tomou naqueles momentos, como se eu pudesse compartilhar daquela realidade e não só de impressões sobre ela, como se flashes do que se passou ali há décadas se repetissem na minha presença.
Nunca vou me esquecer de nada daquilo, principalmente dos desenhos talhados na madeira das paredes e do teto dos vagões.
É... Preciso mesmo de uma viagem de trem. Com uma bela paisagem, de preferência.
Ah, e peço licença, mas não dispenso uma boa câmera fotográfica!
Enxergando com olhos de cegos - por S.Z.
Sou uma amiga da Laura e pedi um espaço no blog para postar um texto que tive vontade de escrever após assistir a uma aula hoje na escola:
Enxergando com olhos de cegos
E hoje percebo que me encontro em meio a uma sociedade cega. Não que eu viva somente entre pessoas desprovidas desse sentido tão precioso que nos permite enxergar desde simples detalhes até a beleza grandiosa de uma paisagem, mas a questão é que mesmo possuindo a visão as pessoas não conseguem ver verdadeiramente.
Atrevo-me até a utilizar o livro de Saramago, "Ensaio sobre a cegueira", para tentar explicar essa minha afirmação. O interessante é que somente hoje pude atribuir um significado relevante a essa história que li há algum tempo e deslocar a ideia central do livro para o contexto em que vivo.
Ao traçar esse paralelo, digo que hoje vivemos como aquelas pessoas que foram colocadas em quarentena. Vivemos em condições precárias, nas quais o individualismo predomina e determina nossas ações. Vivemos apenas para sobreviver, esperando uma cura, um mundo melhor, no qual a paz e a solidariedade reinem. O problema é que essa “doença” de que compartilhamos é a mesma que nos impede de enxergar essa nossa situação. E não conseguimos perceber que há uma saída para essa vida de miséria pelo simples fato de sermos orgulhosos e não reconhecermos a nossa imperfeição e essa nossa condição.
E é a partir dessa ideia que explico as contradições e questões tão importantes e ao mesmo tempo insignificantes que existem dentro de cada país. Mas entre as inúmeras existentes quero dar destaque a uma que, somada ao contexto político do Brasil, tem sido foco de muitas discussões: o aborto.
Hoje deparei-me com uma opinião que, apesar de, penso eu, ser a da maioria da população, me causa certa preocupação. Não digo isso apenas por ser uma opinião totalmente oposta à minha, mas sim pelas contradições a que tais pessoas chegam e que reafirmam um dos meus pensamentos mais tristes: para onde o mundo está caminhando? Será que realmente é possível que estejamos a caminho de um mundo melhor quando queremos a legalização de uma lei que propõe a morte de seres que posteriormente se desenvolveriam e tornariam-se outros semelhantes a nós?
É claro que existem todas as justificativas que polarizam as opiniões sobre esse assunto e dão origem a outras que ainda defendem alguns casos excepcionais, mas não é sobre isso que vou comentar. O problema todo é que nem esse e nem outros assuntos polêmicos que surgirem serão claramente resolvidos até que se voltem ao fator que dá início a tudo isso, até que as pessoas percebam como deixar essas vidas incoerentes que só nos levam a esse mundo enraizado por problemas que se prolongam infinitamente e sem solução concreta.
A questão é: quando você conseguirá deixar de lado essa “cegueira branca” e afirmar que vê verdadeiramente?
Para mim, essa, infelizmente, não é uma cegueira temporária para muitos que continuarão sendo “cegos que veem, cegos que, vendo, não veem” !
“O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento.” (Oséias 4:6a)
“O temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino.” (Provérbios 1:7)
“A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento. Ora, é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz.” (Tiago 3: 17-18)
S.Z.
Enxergando com olhos de cegos
E hoje percebo que me encontro em meio a uma sociedade cega. Não que eu viva somente entre pessoas desprovidas desse sentido tão precioso que nos permite enxergar desde simples detalhes até a beleza grandiosa de uma paisagem, mas a questão é que mesmo possuindo a visão as pessoas não conseguem ver verdadeiramente.
Atrevo-me até a utilizar o livro de Saramago, "Ensaio sobre a cegueira", para tentar explicar essa minha afirmação. O interessante é que somente hoje pude atribuir um significado relevante a essa história que li há algum tempo e deslocar a ideia central do livro para o contexto em que vivo.
Ao traçar esse paralelo, digo que hoje vivemos como aquelas pessoas que foram colocadas em quarentena. Vivemos em condições precárias, nas quais o individualismo predomina e determina nossas ações. Vivemos apenas para sobreviver, esperando uma cura, um mundo melhor, no qual a paz e a solidariedade reinem. O problema é que essa “doença” de que compartilhamos é a mesma que nos impede de enxergar essa nossa situação. E não conseguimos perceber que há uma saída para essa vida de miséria pelo simples fato de sermos orgulhosos e não reconhecermos a nossa imperfeição e essa nossa condição.
E é a partir dessa ideia que explico as contradições e questões tão importantes e ao mesmo tempo insignificantes que existem dentro de cada país. Mas entre as inúmeras existentes quero dar destaque a uma que, somada ao contexto político do Brasil, tem sido foco de muitas discussões: o aborto.
Hoje deparei-me com uma opinião que, apesar de, penso eu, ser a da maioria da população, me causa certa preocupação. Não digo isso apenas por ser uma opinião totalmente oposta à minha, mas sim pelas contradições a que tais pessoas chegam e que reafirmam um dos meus pensamentos mais tristes: para onde o mundo está caminhando? Será que realmente é possível que estejamos a caminho de um mundo melhor quando queremos a legalização de uma lei que propõe a morte de seres que posteriormente se desenvolveriam e tornariam-se outros semelhantes a nós?
É claro que existem todas as justificativas que polarizam as opiniões sobre esse assunto e dão origem a outras que ainda defendem alguns casos excepcionais, mas não é sobre isso que vou comentar. O problema todo é que nem esse e nem outros assuntos polêmicos que surgirem serão claramente resolvidos até que se voltem ao fator que dá início a tudo isso, até que as pessoas percebam como deixar essas vidas incoerentes que só nos levam a esse mundo enraizado por problemas que se prolongam infinitamente e sem solução concreta.
A questão é: quando você conseguirá deixar de lado essa “cegueira branca” e afirmar que vê verdadeiramente?
Para mim, essa, infelizmente, não é uma cegueira temporária para muitos que continuarão sendo “cegos que veem, cegos que, vendo, não veem” !
“O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento.” (Oséias 4:6a)
“O temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino.” (Provérbios 1:7)
“A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento. Ora, é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz.” (Tiago 3: 17-18)
S.Z.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Sem medo de parecer ridículo
As pessoas são cada vez mais frias, mais discretas, mais fechadas. Têm medo de expressar o que sentem/pensam por acharem que vão fazer papel de ridículos.
POXA VIDA, se é o que elas sentem, quem pode dizer que estão erradas, que são exageradas, que são anormais?
Alguém por acaso consegue achar alguma lógica nos sentimentos?
Existe alguma matemática pra definir o grau de normalidade das ações de alguém? Existe alguma ciência que torne alguma pessoa capaz e digna de julgar os sentimentos alheios?
NAAO!
É claro que não!!
Eles são únicos; são naturais, são espontâneos..
São uma manifestação da pessoa de cada um, uma expressão pura e preciosíssima .
Por isso, não devem ser ignorados, deixados de lado. Não devem ser oprimidos, escondidos de todos os outros. Não devem ser pela metade; devem ser mostrados, porque assim uma pessoa exerce a liberdade que tem e que ninguém pode lhe tirar: a liberdade de sentir.
Além disso, às vezes os sentimentos de uma pessoa podem ser muito valiosos para outras... Às vezes a alegria de alguém, por ficar escondida, acaba levando outra pessoa a acreditar que não há felicidade ali. Às vezes esses sentimentos ignorados, são de interesse alheio também; são de interesse daqueles que te querem bem. Por ficarem obscuros, deixam de contagiar, deixam de emocionar, deixam de comover, deixam de fazer outras pessoas sentirem também....
Por isso, se quiser falar, FALE, se quiser gritar, GRITE, se quiser pular, PULE, se quiser cantar, CANTE. Se quiser chorar, CHORE, se quiser rir, RIA, se quiser dançar, DANCE, se quiser amar, AME. Demonstre aquilo que está dentro de você, SEM MEDO DE PARECER RIDÍCULO.
POXA VIDA, se é o que elas sentem, quem pode dizer que estão erradas, que são exageradas, que são anormais?
Alguém por acaso consegue achar alguma lógica nos sentimentos?
Existe alguma matemática pra definir o grau de normalidade das ações de alguém? Existe alguma ciência que torne alguma pessoa capaz e digna de julgar os sentimentos alheios?
NAAO!
É claro que não!!
Eles são únicos; são naturais, são espontâneos..
São uma manifestação da pessoa de cada um, uma expressão pura e preciosíssima .
Por isso, não devem ser ignorados, deixados de lado. Não devem ser oprimidos, escondidos de todos os outros. Não devem ser pela metade; devem ser mostrados, porque assim uma pessoa exerce a liberdade que tem e que ninguém pode lhe tirar: a liberdade de sentir.
Além disso, às vezes os sentimentos de uma pessoa podem ser muito valiosos para outras... Às vezes a alegria de alguém, por ficar escondida, acaba levando outra pessoa a acreditar que não há felicidade ali. Às vezes esses sentimentos ignorados, são de interesse alheio também; são de interesse daqueles que te querem bem. Por ficarem obscuros, deixam de contagiar, deixam de emocionar, deixam de comover, deixam de fazer outras pessoas sentirem também....
Por isso, se quiser falar, FALE, se quiser gritar, GRITE, se quiser pular, PULE, se quiser cantar, CANTE. Se quiser chorar, CHORE, se quiser rir, RIA, se quiser dançar, DANCE, se quiser amar, AME. Demonstre aquilo que está dentro de você, SEM MEDO DE PARECER RIDÍCULO.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Comment peux-tu...?
Comment peux-tu vieillir en paix si tu regrettes ton enfance?
Comment peux-tu parler d'aimer si tu ne t'aimes pas?
Comment peux-tu parler de paix quand ton coeur vit la rage?
Comment peux-tu parler de bonheur quand ton coeur vit la tristesse?
Comment peux-tu parler de joie quand ton coeur vit le chagrin?
Comment peux-tu parler de vie quand ton coeur vit la mort?
Comment peux-tu parler au présent quand ton coeur vit dans le passé?
Comment peux-tu parler de rêve quand ton coeur vit tes échecs?
Comment peux-tu rendre les autres heureux quand ton coeur ne l'est pas?
Comment peux-tu pardonner si tu ne te pardonne pas?
Comment peux-tu accepter les autres si tu ne t'acceptes pas?
Comment peux-tu guérir si tu n'as pas la foi?
Comment peux-tu rayonner si aucune lumière n'entre en toi?
Comment peux-tu écrire si tu es vide d'expérience?
Comment peux-tu créer si tu ne fais pas confiance et ne t'abandonne pas?
Comment peux-tu changer les autres si tu ne te changes pas d'abord?
Comment peux-tu désirer la richesse si tu as toujours peur de la perdre?
Comment peux-tu réussir si tu n'es pas heureux de la réussite des autres?
Comment peux-tu voyager si tu ne rêves pas de voyage?
Comment peux-tu recevoir si tu ne donnes pas?
Comment peux-tu vivre, si tu ne crois pas à la vie?
Comment peux-t-on espérer être ce que l'on n'est pas?
Marcel Gagnon
-gostei ^^
Comment peux-tu parler d'aimer si tu ne t'aimes pas?
Comment peux-tu parler de paix quand ton coeur vit la rage?
Comment peux-tu parler de bonheur quand ton coeur vit la tristesse?
Comment peux-tu parler de joie quand ton coeur vit le chagrin?
Comment peux-tu parler de vie quand ton coeur vit la mort?
Comment peux-tu parler au présent quand ton coeur vit dans le passé?
Comment peux-tu parler de rêve quand ton coeur vit tes échecs?
Comment peux-tu rendre les autres heureux quand ton coeur ne l'est pas?
Comment peux-tu pardonner si tu ne te pardonne pas?
Comment peux-tu accepter les autres si tu ne t'acceptes pas?
Comment peux-tu guérir si tu n'as pas la foi?
Comment peux-tu rayonner si aucune lumière n'entre en toi?
Comment peux-tu écrire si tu es vide d'expérience?
Comment peux-tu créer si tu ne fais pas confiance et ne t'abandonne pas?
Comment peux-tu changer les autres si tu ne te changes pas d'abord?
Comment peux-tu désirer la richesse si tu as toujours peur de la perdre?
Comment peux-tu réussir si tu n'es pas heureux de la réussite des autres?
Comment peux-tu voyager si tu ne rêves pas de voyage?
Comment peux-tu recevoir si tu ne donnes pas?
Comment peux-tu vivre, si tu ne crois pas à la vie?
Comment peux-t-on espérer être ce que l'on n'est pas?
Marcel Gagnon
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