terça-feira, 18 de maio de 2010

Momentos...

Cada segundo das nossas vidas tem valor. Sim, tem sim.
Talvez ter que dormir tão tarde e acordar tão cedo tenha me ajudado a perceber isso... mas não estou falando exatamente do segundo como um período de tempo, mas como um momento pelo qual passamos. Escrevo "momento" querendo dizer muito mais do que um determinado ponto no tempo, como alguns filósofos fazem. Escrevo "momento" querendo levar em conta as circunstâncias em que se passou. É uma interpretação mais qualitativa que quantitativa, se assim fica mais claro...
Lógico que cada momento tem valor também quando visto como espaço de tempo, mas aqui quero tratar a respeito da importância que ele tem quando considerado o tempo de uma determinada sensação, evento, marca...
A experiência, pelo que vivi até então, é sempre válida. Traz consigo surpresas e pode funcionar como parte de um processo de autodescoberta, assim como de aprendizagem.
Cada tempo é tempo de alguma coisa, não se deve querer adiar ou, pela ansiedade, antecipar. É preciso saber lidar com cada momento, e digo isso insatisfeita com as palavras "é preciso", afinal, assim parece até um sacrifício, quando, na realidade, é um privilégio. Se todos conseguissem enxergar a beleza de cada momento, se conseguissem reparar no quão precioso é ter cada um deles fazendo parte da sua história, acho que todo mundo seria poeta.
Se conseguissem olhar pela janela e ver as folhas das árvores caindo no outono, se pudessem rir com os amigos como se todas a infelicidade do mundo tivesse apenas sido eliminada,... todos seriam poetas.
Posso ser um tanto romântica, mas ainda acredito que os detalhes e as mínimas sutilezas são incrivelmente belos. É lamentável que muita gente tenha dificuldade em perceber isso, mas talvez isso seja bom por um lado; talvez torne tudo mais natural, mais espontâneo,...
O que eu gostaria muito é que fosse mais fácil simplesmente viver. Sem pensar demais (sem pensar de menos também), sem querer calcular cada passo, mas deixando cada momento marcar, cada momento ser O momento...

terça-feira, 30 de março de 2010

Aquele dia.

Lembro-me perfeitamente daquele dia. Não é à toa; jamais conseguiria esquecê-lo, mesmo que me empenhasse em fazê-lo. E certamente aqueles momentos ficarão gravados pra sempre na minha memória.
Isso porque, mais do que uma lembrança de um fato, essa é uma lembrança de um sentimento. Na verdade, não exatamente de "um sentimento". Uso essa palavra querendo dizer que me recordo do que senti naquela hora. A sensação... a percepção de algo diferente de qualquer outra coisa que já havia experimentado. Como uma onda de calor, mas ao mesmo tempo cheia de gelada solidão; essa lembrança me remete ao preciso segundo em que me percebi como alheia a todos os outros, apesar de também perfeitamente aceita e acolhida.

Foi feito um elo, um canal através do qual muita coisa era transmitida, mas um canal que ninguém ousava utilizar intencionalmente. Um acesso ao estrangeiro, uma associação de cores.
Uma ponte que, diferentemente das que conhecemos, funcionou como agulha costurando uma margem do rio à outra, eliminando o espaço por que as águas passavam correndo. Os dois lados agora entrelaçados, tornaram-se uma única terra, misturada, confusa e indistinguível.
O curso delas foi interrompido. Não, foi interrompido apenas na superfície.
Agora, o fluxo se dava por dentro da terra, zil vezes mais intenso. A água, embora não fosse mais aquela transparente, era ainda pura. Realmente pura. Jamais fora tocada.
Jamais fora usada. Jamais fora explorada.
Aparentemente não foi nada de sobrenatural. Mas o fato de os solos diferentes se misturarem teve um grande efeito sobre todo o ecossistema característico de cada um. Engraçado como duas terras separadas por uma divisão tão insignificante, tão estreita, tão tênue podiam ser tão diferentes. Estavam sob o mesmo céu, cercadas pelo mesmo rio. Mas o cavocar delas mostraria as diferenças que tinham por dentro. Não, não eram tantas, mas uma tinha certas coisas que na outra faltavam, enquanto outra tinha coisas que na uma eram escassas.
Por isso foi tão marcante quando se associaram, visto que uma compensava a outra com suas características diferenciais. Parecia que aquilo era proposital, que alguma força exterior (a mãe natureza, quem sabe) trabalhava para que aquilo acontecesse. E foi muito bom para ambos os lados.
Me lembro perfeitamente como aquilo foi preenchedor, pareceu dar mais cor à paisagem antes desbotada. Não havia problemas com a paisagem anterior a esse evento, afinal, não era conhecido o resultado que aquela aliança era capaz de gerar. Não se sabia que era possível melhorar ou mudar alguma coisa radicalmente. Mas foi. As terras tornaram-se mais férteis por algum tempo, gerando mais e mais frutos. Também, como já disse, ganharam mais cor, mais brilho de sol e luz de luar.
Impossível escrever a sensação de ver tão bela cumplicidade se iniciando, tão bela amizade, tão fortalecedora união. Por isso digo que jamais me esquecerei daquele dia. Aquela penumbra alaranjada em meio ao verde, o calor fazendo suar as mãos, a água correndo como se desesperada e também confusa, sem direção.
Foi o dia em que o norte se perdeu, assim como a noção de tempo e a distância que separava margens acanhadas dum decrescente rio.


L

ps.: eu sei, ninguém entendeu. tanto faz, escrevi pra mim, escrevi pra registrar uma visão... um dia vou precisar disso. nao pergunte.

Uma análise poética da rotina de um alarme

O alarme da casa ao lado disparou. Talvez nada grave tenha realmente acontecido. Quem sabe ele não está querendo avisar que há algum defeito na sua estrutura ou instalação... Ou alguma coisa pode haver de fato provocado o seu humor, que já não deve ser dos melhores.
Não sem razão, né? Afinal, quem é que gostaria de ficar o tempo todo trabalhando para a segurança dos outros, sem poder sair do lugar ou abrir a boca sem gritar. E ainda por cima, quando ele trabalha, todo mundo reclama. Se foi por causa de alguma invasão, todos ficam nervosos e com medo de quem possa ter entrado. E se não foi, todos se irritam com o barulho.
Talvez ele já tenha planejado não funcionar só pra ver qual seria a reação das pessoas. Alguém poderia entrar sem ser percebido e fazer o que bem entendesse. Mas aí pensou que se isso acontecesse, também ouviria xingamentos por não ter sido eficiente em sua função.
Muito dura essa vida de alarme.
Agora prestando mais atenção, posso distinguir o som de passarinhos cantando ao mesmo tempo em que o alarme soa, incomodando o tímpano de quem passa nas proximidades. E então concluo que o mais provável é que o alarme tenha se irritado com a melodia dos passarinhos.
Talvez tenha libertado agora toda a indignação que já sentiu na vida enquanto ouvia a doce voz desses pequeninos voadores e só podia se contentar com a sua, estridente e estressante. Quem sabe não tenha guardado já uma grande mágoa por tamanha injustiça cometida contra os alarmes... por quê só os passarinhos podem ter essa voz?
Pobre alarme. Destinado a exercer pra sempre essa mesma função sem agradar aos ouvidos mais azarados que estiverem por perto eventualmente.
Afinal de contas, quem é que já começou um livro ou um conto dizendo "era um lindo dia de sol e o alarme do vizinho disparava com seu suave e agradável som"?

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Fazer por fazer... Leia só por ler...

É engraçado como as coisas parecem cada vez menos poéticas conforme a gente vai crescendo.
A vida não deveria ser assim. Seria imensamente mais legal se tudo fosse como nos nossos sonhos (nos meus, pelo menos).
Os escritores escrevem em seus quartos que possuem uma graande janela aberta mostrando o belíssimo pôr-do-sol no horizonte montanhoso.
Governantes são pessoas responsáveis, respeitadas; andam de terno e gravata na hora do trabalho, mas nas suas horas de descanso vão caminhar na rua e cumprimentam todos que conhecem, já que pensam que sair por aí num jatinho particular pra viajar pra uma ilha distante e paradisíaca os faria parecer superiores.
As pessoas cantam e compõem por prazer e não por fama. Dançam por vontade de extravasar sua alegria e não pra expor seu corpo de forma vulgar. Atuam só no palco, não na vida. Casam-se por amor verdadeiro e não pra dar golpe, por estratégia de marketing ou pra aparecer na capa da Caras. Estudam por fome de conhecimento e não simplesmente para ganharem rios na sua carreira profissional. Lêem por prazer, devorando livros e engolindo cada palavra deles, mas não por obrigação. Ajudam os mais necessitados por solidariedade e não por "olha-que-pessoa-generosa-ajudando-os-pobres-blablablá".
Caminham para apreciar o trajeto e não só pra ver os resultados finais no ponto de chegada. Plantam flores pra sentir seu perfume e trazer cor pra sua vida e não apenas pra seu jardim.

As pessoas encaram os dias como "mais um dia"... e vão fazendo tudo no automático...

Mas eu me pergunto..
Pra quê fazer por fazer?


L

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Comunicado

Queridos leitores,

estando engajada num projeto de porte consideravelmente maior (levando em conta a minha obra total até o presente momento), venho comunicar a minha provável, porém necessária, menor frequência de posts. Por meio deste ato, registro e oficializo a valorização do blog por minha parte, declarando que a minha ausência não é explicada por mera negligência.
Talvez vocês cheguem a ver de forma concreta que tal atitude é moralmente válida(*) porque há chances de serem alcançados alguns frutos através do outro projeto no qual me envolvo atualmente.
Isso não significa que o blog morreu ou qualquer coisa do tipo. Ele só vai ficar meio desnutridinho, porque eu preciso canalizar minha inscpiração pra um outro afluente.

Desde já agradeço a compreensão.
Continuo escrevendo, quando eu achar que convém, posto aqui ;)



L


* eu nem sei se isso tem algum significado de verdade, mas isso é um blog e não uma tese ou redação. Se tem uma coisa que eu realmente gosto de fazer é dar licenças poéticas pra mim mesma! xD

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

chicletosfera? oO

A gente se surpreende com as coisas que vê por aí.
E eu não preciso nem especificar do que eu tô falando, pq só de ouvir/ler essa frase, acho q muita gente já começa a pensar em algumas coisas que tem relacao com isso. Nem dá tempo pra elas quererem concordar ou não. É tipo aquela ideia de "o céu é azul", acho que já falei disso antes...
E a gente já tá tão acostumado que meio que passa em branco... despercebido... coisa que tá errada. Não acha?
Poxa.
E bom, você pode ser a pessoa mais boazinha da Terra, a mais certinha (dentro daqueles discursos clichês sobre o que é "politicamente correto", blergh) mas se você muitas vezes esquece dessa situação ruim em que nosso planetinha se encontra, também tem uma certa culpa. Se você fica aí parado na frente da tela, pensando "nossa, é verdade..."e daqui a pouco simplesmente sai daqui e volta pra sua vidinha normal sem ter retido NADA ou simplesmente... ah, sei lá. Talvez se isso acontecer a culpa seja minha por não ser convincente ou eficiente, etc.
Mas o que eu quero dizer é que a gente é uma espécie meio problemática com relação a ligar uma coisa na outra. Nao sei como explicar, mas parece que cada lugar que estamos temos uma vida diferente. Aqui na internet você lê isso e concorda, chega até a refletir e se indignar com outras coisas e tal... Daí você desliga aqui e senta no seu sofá na frente da OUTRA telinha pra assistir a novela das oito e ficar torcendo pro carinha não descobrir que o amigo dele tá roubando dinheiro dele (pq o amigo dele é um daqueles galãs que, como todo mundo já sabe desde o primeiro capítulo, vai se meter em confusão mas sempre vai acabar bem, como o inocente e merecedor de toda a felicidade e amor do mundo. MAS, voltando..).
Eu fico de cara ( "surpresa", pros menos... quero dizer, pros mais cultos) com esse tipo de absurdo. Eu fico desconfiando se as pessoas sofrem de algum transtorno psicológico, tipo uma personalidade dupla ou perda de memória recente (uhul, Dory!), não sei...
A gente já tá tao, mas taaaao acostumado a ver as coisas acontecerem de forma errada, que:
1. ou nós nem nos assustamos, já q é algo normal
2. ou a gente simplesmente diz (com uma voz baixa e totalmente sem sentimento - nada contra novelas mexicanas) "ah, que horror. Bom, não posso fazer nada, então vou ali mastigar um capim (TROCA!) então vou ali assistir A Fazenda (TROCA!) então vou ali dormir pq mesmo estando ciente dos absurdos que acontecem aí fora, eu simplesmente ignoro tudo isso (TROCA!) Ronaldo"
3.(ainda nao pensei nessa outra opcao, mas deve existir alguma, né?..)

É.
Não que eu seja exemplo pra alguma coisa, POR FAVOR. Não sou nao. Mas eu achei plenamente conveniente expressar meus sentimentos aqui, e quem sabe de alguma maneira criar um nanoincomodozinho em alguém, já vou ficar satisfeita. Um incomodozinho do bem, viu? Daquele tipo que faz a gente não querer se conformar com o que vemos, mas que nos faz querer transformar as coisas, pelo menos dentro do que a gente é capaz.
Eu acredito muito no potencial individual das pessoas, sabe? Não sei se essa expressão ficou boa aí, mas o que eu quero falar é que as ações de cada um pode SIM fazer diferença.
O fato de você deixar de jogar um chiclete pelo vidro do carro (sua mao tá amarela?) já é significante, sabia? Porque imagina só. Se cada um pensasse "ah, só o meuzinho não vai fazer diferença não..." e todo mundo jogasse unzinho que fosse... ia ser o caaaos! a gente ia ficar tudo grudado num chão de chiclete! Os geógrafos iam até criar mais uma camada: a CHICLETOSFERA. Imagina só que patético. "Terra, o planeta chiclete". (e não pense que ia ser chiclete do tipo bunitinho que vc ia poder pegar pra vc e mascar. NAO, ia ser um monte de chiclete já mastigado e... ok, parei.) ENFIM,.. se você deixasse de jogar e o seu amiguinho também, e o amiguinho dele também, e assim por diante, MEU! nosso mundo seria melhor!
nao especificamente com o caso dos chicletes e tal, mas, vcs me entendem. Num ambito mais geral.. cara, isso seria totalmente LINDO *-* Todo mundo cooperando.. pro bem de todo mundo!
TODOS POR TODOS, êêê!
Ai, tem muuita coisa pra falar aqui... saindo nessa linha de pensamento... depois eu vou postar mais... eu nao tenho postado muito ultimamente... é por conta da escola, desculpa. e tambem por conta de todos os meus mil e um investimentos.. nao em dinheiro... em ideias! é... elas valem bem mais, pode crer.. mas isso nao importa agora.
Bom, vou indo, meus queridos leitores :)
Até maaais xD




L~